Tratamento do câncer de bexiga por estágio

Na maioria das vezes, o tratamento inicial do câncer de bexiga é baseado no estadiamento clínico do tumor. Outros fatores, como tamanho e grau do tumor, podem também influenciar na escolha do tratamento.

Estágio 0 e I

O câncer de bexiga muscular não invasivo (NMIBCs) inclui:

  • Estágio 0a. Carcinoma papilar não invasivo (Ta).
  • Estágio 0is. Carcinoma plano não invasivo (Tis), também conhecido como carcinoma in situ.
  • Estágio I. Câncer que se desenvolveu na camada de tecido conjuntivo da parede da bexiga (T1), mas não atingiu a camada muscular.

O estágio desses cânceres é determinado quando é realizada a ressecção transuretral do tumor da bexiga para a retirada do tumor. A necessidade de qualquer tratamento adicional depende do grupo de risco em que o tumor se enquadra.

  • NMIBC de baixo risco. São tumores papilares (Ta) únicos, pequenos e de baixo grau. Geralmente, não é necessário tratamento adicional para esses tumores.
  • NMIBC de risco intermediário. Neste caso, é importante observar algumas características do tumor: se ele  é grande ou de alto grau, se se desenvolveu na camada de tecido conjuntivo (T1), ou se é uma recidiva. Na maioria das vezes, a terapia intravesical (BCG ou quimioterapia) é indicada após a ressecção transuretral.
  • NMIBC de alto risco. Esses tumores normalmente têm mais de uma característica preocupante: o tumor é de alto grau e plano ou se desenvolveu na camada de tecido conjuntivo (T1). Uma segunda ressecção transuretral pode ser realizada para garantir que a doença não atingiu a camada muscular da parede da bexiga. As principais opções de tratamento após a ressecção transuretral incluem terapia intravesical com BCG e cistectomia radical.

Acompanhamento e prognóstico após tratamento do NMIBC

Estágio II

Tumores no estágio II invadiram a camada muscular da parede da bexiga (T2a e T2b). A ressecção transuretral é tipicamente o primeiro tratamento para esses estágios, mas é realizada para determinar a extensão da doença e não para curá-la.

As opções de tratamento após a ressecção transuretral podem incluir:

  • Quimioterapia neoadjuvante com cisplatina, seguida de cistectomia radical.
  • Quimioterapia neoadjuvante com cisplatina, seguida de cistectomia parcial.
  • Cistectomia isolada, para pacientes que não podem tomar cisplatina.
  • Ressecção transuretral mais extensa seguida de quimiorradiação para pacientes que não podem fazer a cistectomia radical.
  • Radioterapia ou ressecção transuretral isoladamente, para pacientes que não podem fazer cistectomia ou quimiorradiação.

Estágio III

Esses cânceres atingiram a parte externa da bexiga (T3) e podem ter invadido os tecidos adjacentes (T4) e/ou linfonodos (N1, N2 ou N3). No estágio III, o câncer ainda  não se disseminou para outros órgãos.

A ressecção transuretral é normalmente o primeiro tratamento para esses tipos de câncer, mas é realizada para determinar a extensão da doença e não com fins de cura. 

As opções de tratamento após a ressecção transuretral podem incluir:

  • Quimioterapia neoadjuvante que geralmente inclui cisplatina, seguida de cistectomia radical.
  • Cistectomia isolada, para pacientes que não podem tomar cisplatina.
  • Ressecção transuretral seguida de quimiorradiação para pacientes que não podem fazer a cistectomia radical. Isso é conhecido como terapia trimodal de preservação da bexiga.
  • Outros medicamentos, como pembrolizumabe com ou sem o conjugado anticorpo-fármaco enfortumabe vedotin.
  • Radioterapia ou ressecção transuretral isoladamente, para pacientes que não podem fazer cistectomia ou quimiorradiação.

Estágio IV

No estágio IV, os tumores  atingiram a parede abdominal ou pélvica ou se disseminaram para os linfonodos e/ou outros órgãos. Esses cânceres são difíceis de serem completamente eliminados.

Para os tumores estágio IV que não se disseminaram para outros órgãos (M0), ou seja, não apresentam metástases, as opções de tratamento podem incluir:

  • Pembrolizumabe combinado com o conjugado anticorpo-medicamento enfortumabe vedotin.
  • Nivolumabe mais quimioterapia.
  • Quimioterapia, geralmente com cisplatina ou outros medicamentos quimioterápicos.
  • Quimioterapia, seguida de avelumabe.
  • Pembrolizumabe isoladamente.
  • Quimiorradiação, radioterapia junto com um medicamento quimioterápico para potencializar o tratamento.

Se o tumor se disseminou para outros órgãos (M1) é improvável que possa ser removido cirurgicamente. Nesse caso, as opções de tratamento podem incluir:

  • Pembrolizumabe mais o conjugado anticorpo-medicamento enfortumabe vedotin.
  • Nivolumabe mais quimioterapia.
  • Quimioterapia, geralmente com cisplatina ou outros medicamentos quimioterápicos.
  • Quimioterapia, seguida de avelumabe.
  • Pembrolizumabe isoladamente.

Como é improvável curar esses tipos de câncer, deve ser considerada a participação em um estudo clínico, que podem oferecer acesso a novas formas de tratamento.

Recidiva

A recidiva pode ser local ou à distância. O prognóstico e tratamento da recidiva do câncer de bexiga depende da localização e extensão da doença e dos tratamentos já realizados. Se o tumor continua crescendo durante o tratamento ou recidiva, a continuação do tratamento dependerá da extensão do tumor, dos tratamentos anteriores, do estado geral de saúde do paciente e de sua vontade de fazer novos tratamentos.

Os cânceres que recidivam em outras partes do corpo podem ser mais difíceis de serem removidos cirurgicamente, podendo necessitar de outros tratamentos, como quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou radioterapia.

Em algum momento, pode se tornar claro que os tratamentos convencionais não controlam mais a doença. É quando o paciente pode considerar a participação em um estudo clínico com novos medicamentos. 

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 01/05/2024, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia. 

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