[MATÉRIA] Câncer de pulmão: Fatores de risco vão além do tabagismo
O primeiro e principal fator de risco para o câncer de pulmão é o tabagismo, e a ‘gigantesca’ incidência de casos comprova: 90% dos diagnósticos da neoplasia são feitos em tabagistas. Isso porque, na fumaça do cigarro existem – nada mais, nada menos – 5 mil substâncias químicas, das quais, 50 são cancerígenas.
Porém, outros fatores de risco são associados ao tipo de câncer que atinge 18 a cada 100 mil homens e 10 a cada 100 mil mulheres (Estimativa 2012 – Incidência do Câncer no Brasil. INCA).
Tabagismo Passivo
Define-se por tabagismo passivo à inalação de fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não fumantes, que convivem em ambientes fechados. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o fumo passivo configura-se como a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.
Não incomumente, pessoas não fumantes diagnosticadas com câncer de pulmão revelam que seu histórico de vida foi demarcado pelo fumo passivo, dentro de casa ou no trabalho.
O diretor científico do Instituto Oncoguia, Dr. Rafael Kaliks, diz:
"Podemos dizer que o primeiro, o segundo, o terceiro (....) o décimo principal fator de risco do câncer de pulmão é o tabagismo, mas o tabagismo passivo tem sim um fator de risco aumentado para o câncer de pulmão”.
Combater o fumo passivo é missão que deve começar dentro de casa. Evitando o consumo de tabaco no ambiente doméstico, pais estarão ajudando a reduzir os riscos da neoplasia no futuro de seus filhos. Em 2011, o Presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que proíbe o fumo em locais fechados, inclusive nos chamados ‘fumódromos’, áreas em locais públicos como shoppings e aeroportos destinadas ao consumo do tabaco.
Asbesto
Conhecido também como amianto, este é um material constituído por fibras longas e finas, facilmente separáveis umas das outras e capazes de produzir um pó de minúsculas partículas que, inaladas por uma pessoa, podem chegar aos pulmões, afetando suas células e aumentando o risco de câncer.
Utilizado na construção naval, mineradoras, instalação de isolantes térmicos e consertos de freios, o asbesto é classificado pela Agência Internacional de Pesquisa (IARC) no Grupo 1 – constituído pelos reconhecidamente cancerígenos para seres humanos.
Trabalhadores que lidam com o amianto, então, têm risco aumentado para o câncer de pulmão. Caso o profissional seja tabagista, seu risco aumenta ainda mais – já que o fumo potencializa o efeito nocivo das fibras no organismo.
A legislação brasileira determina que os trabalhadores que têm contato com o amianto devem usar equipamentos de proteção industrial e que a empresa deve seguir todos os procedimentos de segurança recomendados, para utilizar-se do produto.
Saiba mais sobre câncer relacionado ao trabalho
Poluição
"Novos dados têm apontado à poluição como um fator de risco para o câncer de pulmão, em cidades com nível de poluição extrema”, relata Dr. Kaliks.
A poluição do ar passou a ser classificada, publicamente, como um fator cancerígeno pela OMS em outubro deste ano, que alocou-a no Grupo 1 de substâncias que representam risco para a doença. Segundo a OMS, a inclusão da poluição atmosférica entre os fatores de risco para os cânceres de pulmão e bexiga foi feita após a revisão de uma série de estudos que apontavam para este fato.
Um dos estudos, conduzidos por um grupo de especialistas de diversos países europeus, avaliou o impacto da exposição a agentes da poluição atmosférica em relação ao risco de desenvolvimento do câncer de pulmão. A pesquisa incluiu dados de outros 17 estudos conduzidos na Europa, totalizando 313.000 mil pessoas; dentre os participantes, 1.095 desenvolveram a neoplasia ao longo de 13 anos em que foram acompanhados.
No Brasil - Um recente artigo publicado na Revista Nature por especialistas da Universidade de São Paulo, aponta que até 2050 a poluição do ar será a principal causa de mortes prematuras por câncer. O artigo diz ainda que países em desenvolvimento – como o Brasil – são os mais vulneráveis ao problema de ordem global.
A poluição atmosférica causada, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, é um grave problema em algumas cidades brasileiras, como São Paulo (SP). Estudo recente do Instituto Saúde e Sustentabilidade estima que, anualmente, a poluição atmosférica seja responsável por 7 mil mortes prematuras na região metropolitana.
Os já conhecidos
Como para quaisquer outros tipos de câncer, os hábitos de vida podem representar fatores de risco ou preventivos para o câncer de pulmão. Obesidade, alimentação desregrada e rica em gorduras e falta de exercícios físicos, são fatores de risco que devem ser considerados.
Oncoguia Recomenda
O Instituto Oncoguia traz importantes recomendações sobre a prevenção do câncer de pulmão. A primeira e mais importante é que se evite ou abandone o tabagismo! Também, a entidade recomenda que indivíduos não se exponham à poluição ambiental e a minerais como o asbesto.
"E, aos que fumam ou fumaram por 30 anos um maço por dia, o ideal seria a realização periódica de tomografia de tórax de baixa dosagem de radiação, que poderia detectar o câncer de pulmão em estágios iniciais”, finaliza Dr.Kaliks.
Saiba mais: Rastreamento do Câncer de Pulmão
Porém, outros fatores de risco são associados ao tipo de câncer que atinge 18 a cada 100 mil homens e 10 a cada 100 mil mulheres (Estimativa 2012 – Incidência do Câncer no Brasil. INCA).
Tabagismo Passivo
Define-se por tabagismo passivo à inalação de fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não fumantes, que convivem em ambientes fechados. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o fumo passivo configura-se como a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.
Não incomumente, pessoas não fumantes diagnosticadas com câncer de pulmão revelam que seu histórico de vida foi demarcado pelo fumo passivo, dentro de casa ou no trabalho.
O diretor científico do Instituto Oncoguia, Dr. Rafael Kaliks, diz:
"Podemos dizer que o primeiro, o segundo, o terceiro (....) o décimo principal fator de risco do câncer de pulmão é o tabagismo, mas o tabagismo passivo tem sim um fator de risco aumentado para o câncer de pulmão”.
Combater o fumo passivo é missão que deve começar dentro de casa. Evitando o consumo de tabaco no ambiente doméstico, pais estarão ajudando a reduzir os riscos da neoplasia no futuro de seus filhos. Em 2011, o Presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que proíbe o fumo em locais fechados, inclusive nos chamados ‘fumódromos’, áreas em locais públicos como shoppings e aeroportos destinadas ao consumo do tabaco.
Asbesto
Conhecido também como amianto, este é um material constituído por fibras longas e finas, facilmente separáveis umas das outras e capazes de produzir um pó de minúsculas partículas que, inaladas por uma pessoa, podem chegar aos pulmões, afetando suas células e aumentando o risco de câncer.
Utilizado na construção naval, mineradoras, instalação de isolantes térmicos e consertos de freios, o asbesto é classificado pela Agência Internacional de Pesquisa (IARC) no Grupo 1 – constituído pelos reconhecidamente cancerígenos para seres humanos.
Trabalhadores que lidam com o amianto, então, têm risco aumentado para o câncer de pulmão. Caso o profissional seja tabagista, seu risco aumenta ainda mais – já que o fumo potencializa o efeito nocivo das fibras no organismo.
A legislação brasileira determina que os trabalhadores que têm contato com o amianto devem usar equipamentos de proteção industrial e que a empresa deve seguir todos os procedimentos de segurança recomendados, para utilizar-se do produto.
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Poluição
"Novos dados têm apontado à poluição como um fator de risco para o câncer de pulmão, em cidades com nível de poluição extrema”, relata Dr. Kaliks.
A poluição do ar passou a ser classificada, publicamente, como um fator cancerígeno pela OMS em outubro deste ano, que alocou-a no Grupo 1 de substâncias que representam risco para a doença. Segundo a OMS, a inclusão da poluição atmosférica entre os fatores de risco para os cânceres de pulmão e bexiga foi feita após a revisão de uma série de estudos que apontavam para este fato.
Um dos estudos, conduzidos por um grupo de especialistas de diversos países europeus, avaliou o impacto da exposição a agentes da poluição atmosférica em relação ao risco de desenvolvimento do câncer de pulmão. A pesquisa incluiu dados de outros 17 estudos conduzidos na Europa, totalizando 313.000 mil pessoas; dentre os participantes, 1.095 desenvolveram a neoplasia ao longo de 13 anos em que foram acompanhados.
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A poluição atmosférica causada, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, é um grave problema em algumas cidades brasileiras, como São Paulo (SP). Estudo recente do Instituto Saúde e Sustentabilidade estima que, anualmente, a poluição atmosférica seja responsável por 7 mil mortes prematuras na região metropolitana.
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